quarta-feira, 12 de março de 2025

 

OS BIRUTEIROS

Luiz Ferreira da Silva, 88

 

Quando uma pessoa muda de opinião ao sopro do vento, girando como se fosse uma biruta de aeroporto, diz-se que ela vive impulsionada pelas ondas, “mutatis mutandi”.

Eu acompanhei o Lula sendo alcunhado como o gênio do mal, como se fora a Geni de Chico Buarque. A PF, a PGR, o STF e o mundo inteiro a descobrirem tantas falcatruas, culminando na sua condenação.

Seus opositores vibravam e ninguém punha dúvidas nessas Instituições, aplaudindo-as, diferentemente dos seus correligionários que juravam de joelhos no milho da honestidade do seu líder.

A biruta virou e ele foi substituído por Bolsonaro, a bola da vez. As mesmas Organizações no mesmo diapasão, apontam para uma possível condenação, para alegria inversa.

E a biruta endoidou. Os que, antes, aplaudiam aqueles Homens, tidos como justos, agora os tem como parciais e conjuminados numa armação, esbravejando sem comedimento.

E com as bobagens da cibernética é muito difícil se separar o joio do trigo.

O jeito é tentar o equilíbrio; nem muito ao céu e nem muito à terra. Pensar, dar trabalho, mas é preciso!

O que acontece com o ser humano? Só se pode ajuizar pelo lado da paixão, quando muitos se acerbam e a luz se anuvia, surgindo o efeito manada. (Maceió, AL, 28.02.2025).

 

 

NOS TEMPOS DO CAMINHÃO DO OVO

Luiz Ferreira da Silva, 88 

Estava no elevador dos “Quintas do Morumbi”, em Sampa, anos atrás, quando entrou uma Senhora esbaforida e me disse – é a segunda vez que perco o caminhão do ovo.

O condomínio tem 11 torres com 4 entradas e o vendedor com seu megafone anunciava a caixa de 30 ovos a 10,00 na outra rua lateral, oposta à da moradora.

Com todo o esforço, chegando ao portão 4, o caminhão já se mandara pela rua Nilza Medeiros em direção à avenida Giovanni Gronchi, em atendimento a outros fregueses.

Era uma outra época de alegria nos aviários, com rações baratas, temperatura agradável e poedeiras desestressadas, diferentemente de hoje com o milho lá nas alturas e outras necessidades sanitárias a preço de dólar. Sem se falar na inflação.

Daí, de 10,00 para mais de 30,00, sem que o poder aquisitivo da classe média para baixo tenha empinado para cima, afetando milhões de brasileiros.

Nunca o ovo foi tão protagonizado na mídia quanto agora, chegando à cozinha do Palácio da Alvorada, não pelo custo, pois quem paga somos nós, mas pelo que pode abalar a reputação política do Presidente.

Temendo a indignação dos seus eleitores, condenou tal alta, jurando que o preço vai baixar - “Eu tenho certeza de que a gente vai conseguir fazer com que o preço volte aos padrões do poder aquisitivo do trabalhador".

As galinhas devem estar assustadas em seus poleiros; “oxente, ele quer controlar até as nossas cloacas”?!

 

 

 

 

 

 

QUEM MANDA?

Luiz Ferreira da Silva, 88

 

O Brasil vive uma crise de gerência publica atingindo a todos os brasileiros, sobretudo os mais pobres, no tocante à segurança pública.

O país dispõe de um Presidente que comanda as forças armadas e a Polícia Federal; 27 Governadores que ordenam as Polícias; Magistrados federais e estaduais com poderes de prisão; e Câmaras que podem endurecer as leis contra os bandidos.

Então, o Cidadão está protegido? Paradoxalmente, não, pois são as organizações criminosas, os milicianos, os traficantes e marginais autônomos, em conluio com agentes públicos do outro lado, pagos para combatê-los, que dão as ordens. E isso, pasmem, de dentro da cadeia!

Anos atrás, a legião urbana cantava – Que país é este – denunciando na primeira estrofe:

“Nas favelas, no Senado.

Sujeira para todo o lado.

Ninguém respeita a Constituição.

Mas todos acreditam no futuro da Nação”

.

E continuamos sem ação e sem nos apercebermos do Brasil se embicando para os quintos dos infernos, bestamente acreditando no nosso porvir de primeiro mundo. (Maceió, AL, 07.03.2025)

 

 

 

 

PÕE NA CONTA DA VIÚVA QUE A VIÚVA É RICA.

Luiz Ferreira da Silva, 88


Leia-se ESTADO CORRUPTO para satisfazer aos que:

 

- Querem riqueza sem trabalhar;

- Começar como Diretor sem nunca ter sido peão;

- Usam um jeitinho para levar vantagens;

- Adoram ser recompensados sem compensar nada;

- Sempre burlam os impostos e procrastinam o perdão do erário;

- Mantem-se junto aos que lhe podem beneficiar em troca da sua falsa lealdade;

- Cantam o Hino Nacional com a mão no peito com o pensamento voltado ao tesouro.


           DESSA FORMA, O BRASIL SE TORNOU UMA VIÚVA TÃO A GOSTO DOS POLÍTICOS, DOS MARAJÁS DA JUSTIÇA, DE MEQUETREFES FAMILIARES APADRINHADOS DOS PARTIDOS; DAS FACÇÕES IDEOLÓGICAS MAMADORAS e OUTRAS FIGURAS indecentes.

 

Nenhum país se tornou uma Pátria para seus filhos nessa condição de improbidade.

O maior exemplo vem da China. Antigamente se dizia - “negócio da China”. O Estado acabou com a corrupção, os bens chegaram ao seu povo indistintamente e o país se agigantou.

O NOSSO CAMINHO ESTÁ EM ACABAR COM O ESTADO CORRUPTO E NÃO EM SE DIGLADIAR ESQUERDA/DIREITA, NUMA LUTA DE UM GRUPO, ORA DE UM LADO, ORA DO OUTRO, ÁVIDO PELO PODER E PELAS BENESSES DO NOSSO USOFRUTO.

QUE APAREÇAM PESSOAS DO BEM, COMPETENTES E TRABALHADORES, DIGNAS DE GERENCIAR O DINHEIRO PÚBLICO, COM DECÊNCIA E PATROTISMO, PARA REVIRAR O PAÍS, HOJE DE PONTA CABEÇA. ‎

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

 

AS CRIANÇAS POBRES DE ONTEM

          Luiz Ferreira da Silva, 87

         (88 em fevereiro/2025)

 

No meu tempo, década de 40, os pais orientavam os filhos pelo caminho do Grupo Escolar, almejando uma melhor formação que não tiveram, por sentirem na pele essa limitação de crescer na vida.

Ademais da aritmética aprendida na base da palmatória, havia a educação cívica através dos hinos da república e do passo certo nas marchas do 7 de setembro.

A Mestra era uma figura respeitada pelos meninos, via orientação dos pais, e admirada na comunidade, ao ponto que seu esposo era conhecido como o marido da professora.

No espeço escolar, todos tinham um sentimento de grupo, cujas brincadeiras eram em conjunto, tornando-as mais prazerosas e disponíveis, bem diferentes da déca­da atual, individualizada pelo celular.

A dor ensinava a gemer. Como não dispunham de brin­quedos e não tinham grana, os meninos desenvolviam a criatividade e a habilidade em fazer objetos e bolar maneiras de diversão. O próprio Grupo lhes facultava ofícios diversos, a exemplo da carpintaria.

Com as pequenas coisas, cultivavam a felicidade, demonstrando que nem sempre os bens materiais e a riqueza são fontes de alegrias e bem-estar.

Ninguém se encucava com um castigo e, tampouco, caía em depressão, palavra desconhecida, e nem recorria a um psicólogo, figura de ficção na época.

Mais tarde, por não terem condições financeiras para prosseguir os estudos na capital, tão cedo se iniciavam numa arte que melhor se coadunasse com seu talento, na expectativa de que seus filhos realizassem seu sonho de vencer a pobreza pelo caminho dos estudos.

Dessa forma, com muito esforço, a única maneira de se acabar com a nossa pobreza é investir na Escola Pública, fornecendo os meios necessários para que as crianças possam estudar em tempo integral, ao invés das “bolsas-esmolas” eleitoreiras.

E o Brasil, tem dinheiro de montão, cabendo tamponar os ralos da corrupção pública e puxar as orelhas dos nossos governantes, como as nossas professoras faziam com os meninos danadinhos. (28.01.2024)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MEU COLEGA E AMIGO IDOSO

Luiz Ferreira da Silva, 87

A sociedade coloca no rol dos idosos todos aqueles que chegam aos 60 anos. Trata-se de uma faixa etária do chamado lusco-fusco, o instante crepuscular, entre o fim do dia e o começo da note.

Em outras palavras, inicia-se o fulgor do sol incidente, catalisando as energias orgânicas, externadas pelo vigor da vida.

Agora, um novo horizonte se vislumbra, exigindo adaptar-se às limitações que começam a dar sinais.

Por outro lado, há uma história a se consolidar, fincando os pés no duro chão da vida, de modo a corrigir possíveis rompantes da juventude e estabelecer um manual que foque na distribuição de bônus para todos que lhe cerca.

Léo Batista que, recentemente, empreendeu sua viagem estelar, nos deixou uma bela lição – “só morre de verdade, quem nunca mais é lembrado”. E acrescento; só com pegadas altruístas deixadas por onde passa, se consegue deixar lembranças eternas.

Feito esse introito e já tendo ultrapassado 8 décadas, um novo impulso me empurra para a frente, oriundo de um projeto que estabeleci tempos atrás, quando estipulei a meta de ter um filho com 50 anos de idade. Isso aconteceu em 2015, quando fiz 78 anos.

E não é que gostei da ideia e a estendi por mais uma década! Luiz, meu primogênito, entrou no rol dos idosos (60 anos), em 23.06.2025.

Dessa forma, eu e Airma temos um filho que, além de amigo, é nosso colega etário; ou seja, idoso, também. Uma dádiva de Deus, pois!

 

 

 

DESGRAÇA NÃO TEME “CARTEIRADA”

Luiz Ferreira da Silva, 88

 


Mapa

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Uma imagem contendo edifício, de madeira, velho, em pé

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

(Condomínio de luxo em Guarulhos/SP, com residências de milhões de reais,

inundado pela ganância imobiliária, contrariando à Mãe Natureza, contrastando com as casas de uma comunidade maceioense, sujeitas aos desbarrancamentos, abandonada pelo poder público),

 

As fortes chuvas em SP alagaram casas de famosas em Alphaville, causando danos e preocupações. A cantora Simone Mendes e a advogada Deolane Bezerra foram algumas das afetadas pelo temporal, que veio acompanhado de granizo e infiltrações inesperadas. Também, em Guarulhos, uma concessionária de carros de luxo foi invadida pela correnteza.

No mesmo dia, os moradores de uma comunidade pobre em Maceió/AL, sofrerem com alagamentos, que se repetem todos os anos.

Ninguém sabe o nome de um deles e suas perdas não são levadas em conta, quando são frutos de uma vida suada.


Enquanto os ricos lá de SAMPA lamentam seus carros importados, os daqui já nem reclamam mais das dos colchões enlameados, das geladeiras velhas imprestáveis e nem da casa modesta desmoronada. Todo período chuvoso, a mesma cantilena: conversa fiada e a solidariedade dos caridosos, chegando juntos com mantimentos, água e roupas.

O Brasil é um país arretado mesmo. Por linhas tortas se “sociabiliza”, nivelando pobres e ricos. No primeiro caso, “empurra” os pobres para os quintos dos infernos e, no segundo caso, fecha os olhos à especulação imobiliária, privilegiando o vil metal, contrariando as Leis da Natureza que, sem livrar a cara de ninguém, abre seu vade-mécum e aplica o que está escrito, seja poderoso ou não.

É de se pensar, num momento de revolta profunda, que só a desgraça nos salva, com a mão da Mãe Natureza contrariada, por um lado, e a estupidez dos governantes inescrupulosos, pelo outro, nivelando por baixo os ricos e os pobres, estabelecendo essa estratégia cruel que contraria tudo que foi pregado por Cristo; uma outra maneira de construção de uma sociedade justa e igualitária. (Maceió, AL, 12.02.2 025)