sexta-feira, 12 de julho de 2024

SABER VIVER!

 

QUAL A RAZÃO DE VIVER?

Luiz Ferreira da Silva,87

luizferreira1937@gmail.com

 

A Natureza nos ensina que ninguém escapa da missão de perpetuar a sua espécie, expandindo os genes alhures para que eles criem variedades capazes de caminhar por uma estrada longa, eivada de atalhos, desvios, subidas, descidas e atoleiros.

Ao se sair da barriga da mãe, acabou a moleza e começam os preparativos para se por de pé, marcando passo até poder criar pegadas firmes e se autodeterminar.

Se não for filho de político ou conseguir dar um golpe do baú, só tem uma maneira de cumprir a missão de se tornar um Homem, no sentido da probidade, edificando uma família que vai levar sua herança maior - o bem – por toda a eternidade.

E nesse caminhar, o estudo é a catapulta que vai fazê-lo galgar os degraus socioeconômicos, mantendo sempre fertilizada a mente, suprindo-a indefinidamente de conhecimentos. Sem parar.

Exemplifico aqui, com um nordestino lá das brenhas do interior baiano, dentre tantos arretados por esse mundo afora. Com 17 anos, comeu um pedaço de pizza pela primeira vez, tabaréu chegado à São Paulo, na cozinha de uma pizzaria, seu primeiro emprego de auxiliar.  Hoje, dono de um estabelecimento e pizzaiolo de renome, após ralar em serviço, estudar e suar literalmente.

Não há outra maneira do nosso país ser para todos, sair da miséria e acabar com as esmolas, via bolsa família. Simplesmente proporcionar condições de crescimento pelo caminho da escola pública de excelência.

Por outro lado, no meu tempo, 75 anos atrás, as famílias pobres tinham essa visão do estudo, do ofício e do respeito aos mais velhos. Criavam os filhos com regras cidadãs; rédeas firmes e exigindo respeito. Hoje, a permissividade impera e os pais são submissos à garotada. E o mundo desandou.

Dessa forma, sucintamente, a razão de viver. Ser perseverante, crer em si, suar, educar-se e educar aos seus descendentes e, de mãos dadas, com a consorte, manter iluminada a estrada da vida. (Maceió/Al, 12-07-2024).

 

quarta-feira, 10 de julho de 2024

O MUNDO DESANDADO.

 

O HOMEM DANDO CORDAS NO MUNDO

Luiz Ferreira da Silva, 87

luizferreira1937@gmail.com

 



 

Em tempos idos, os meninos davam corda para movimentar os seus brinquedos, pois não existia a tecnologia robotizada de hoje. E acreditava, por ilação, que o mundo girava, impulsionado pelas mãos do homem que, de tempo em tempo, mexiam em suas gigantescas cordas.

Agora, muitos dizem que o mundo desandou, haja vista as guerras, a fome endêmica, a corrupção, as agressões ao meio ambiente.

Provavelmente, o Homem desaprendeu a movimentar o planeta, sem forças para acionar as suas cordas no ritmo certo.

Nesse contexto, aquele Homem humilde, temente a Deus, passou a comandar a tudo e a todos, ultrapassando os limites da vida compartilhada, colocando o poder imperativo como sua meta, esquecendo os princípios cristãos da harmonia e do bem-comum.

Presentemente, duas guerras, ceifando vítimas, sobretudo crianças inocentes, com os países enfraquecidos, sem visão de um conflito generalizado, que pode acabar com a vida na terra.

Enquanto milhões passam fome, bilhões de dólares são gastos em armas, atestando que é o Homem que precisa de cordas, literalmente.

Aquele menino que, com um carretel de linha da avó, fazia-o mover dando corda numa borrachinha deslizando em sabão, numa alegria incontida, hoje se entristece com os tanques sem cordas, construídos para destruir. (Maceió, AL, 09-07-2024)

terça-feira, 9 de julho de 2024

ÁRVORE DA VIDA

 

ÁRVORE & FAMÍLIA

Luiz Ferreira da Silva, 87

luizferreira1937@gmail.com


A árvore
tem raízes que se ficam no solo e emitem radicelas que vão extrair os minerais que, por sua vez, sobe na seiva para alimentar as folhas que, sob a luz do sol, vira um laboratório químico de produção de carboidratos, formando os frutos alimentícios.


A família também segue essa dinâmica sob o comando das raízes, alimentando a folhagem e produzindo bons frutos.

Plantei muitas árvores, como agrônomo que sou. Edifiquei uma família, com Airma (Bodas de diamante), em consonância com os ensinamentos da mãe natureza, sobretudo solidariedade e perpetuação da espécie.

Então, meu caro leitor, ao plantar uma árvore, finque-a também no seu coração, pois ela lhe dará as coordenadas para edificação da sua família. (Maceió, 22-06-2.024).

quarta-feira, 26 de junho de 2024

BODAS DE DIAMANTE

 A NOSSA COMEMORAÇÃO DAS BODAS DE DIAMANTE.

(LUIZ AIRMA) – 22.06.2.024.

Em 22 de junho de 1964, numa cerimônia bem simples na casa dos pais da noiva, ante

um altar improvisado, oficiada por uma Padre, amigo da família, Terto Passos e carimbada por

um Juiz, colega do Ayrton (meu cunhado), Benedito Acioly.

O vestido da Airma foi feito por uma costureira sob as ordens de Dona Mocinha, minha

sogra, que bordou com arte. Não houve recepção em salão de festa.

Mesmo assim, o casamento deu certo. Isso pode significar que pompas, a exemplo de

uma festança em Dubai e custo de 1 milhão de dólares, não é condição necessária para uma

vida duradoura a dois, pois o valor maior está no amor, o verdadeiro sentimento que opera

milagres.

Hoje, 22 de junho de 2024, estamos aqui no salão do Divina Gula, com toda a família

que edificamos consanguineamente e mais os que se juntaram para contribuir, além dos

amigos que, na nossa trajetória de vida, cultivamos; ademais dos familiares do tronco

Ferreira/Tenório, dentre os quais em destaque, Dorinha e Denise, pela convivência desde a

infância com o sentimento puro do DNA expansível.

São bens que não são indexados no cartão de crédito, mas tem um cifrão extraordinário

nos nossos corações.

Será que valeu esse nosso projeto de vida?

Vejamos, através desses discriminados aspectos importantes que nos enchem de

felicidades:

- Chegar aos 60 anos de convivência a dois, enfrentando desafios e seguindo em frente;

- Edificar uma família investindo no valor moral, priorizando a educação doméstica e os

estudos, elos fundamentais para formar cidadãos e cidadãs.

- Ouvir dos filhos e netos, representados por Luiz e Maria Luiza, a gratidão pelos nosso

esforço na união familiar, servindo de gabarito para as suas vidas.

- Sentir a emoção de participantes, até como lágrimas nos olhos de alguns,

contaminados com os bons fluidos emanados da modesta solenidade.

- Ver todos cantando Asa Branca, Hino Nordestino, sob o som do “flautista” Thiaguinho,

nosso bisneto; e

- Participar dessa comemoração, com lucidez e alegria, ou seja, com plena capacidade

mental e sem limitações físicas severas, vibrando e com o coração pulsando mais forte.

Gratidão eterna a todos, indiscriminadamente. COISAS DE DEUS.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

MEIO AMBIENTE

 O MEIO AMBIENTE, A CUMIEIRA DA NOSSA CASA (I).

Luiz Ferreira da Silva, 87

Engenheiro agrônomo e Escritor; pesquisador aposentado da CEPLAC/BA.

Vamos pegar o exemplo da capital paulista. São 6,2 milhões de veículos mandando para o ar que respiramos, toneladas de gases emanados dos canos de descargas dos veículos impulsionados por energia fóssil, a do petróleo.

O álcool, um amenizador, entra em pouca percentagem. Mas não contribui tanto, inclusive polui com a queima das palhas da cana, além de emitir gases.

Essa mão humana no contexto, não só prejudica a nossa saúde, como altera o nosso céu. Não sei se ao ponto de mudar o clima, mas certamente de bagunçar as correntes de ar, provocar os famosos “abafamentos” e provavelmente alterar as concentrações das quedas pluviométricas.

Fiquemos por aqui, hoje, só nesse parâmetro da ação maléfica do bicho-homem. Deixemos o desmatamento, o esgotamento sanitário e os gases industriais para uma outra apreciação.

Basta para carimbar que a coisa é feia e ultrapassa as pomposas reuniões dos países ricos, no seu “mise en scene” (encenação) ridículo, prometendo metas para jogar para a plateia.

Enquanto eles “palram”, vamos nos juntar aos gaúchos na construção de suas cidades devastadas por fenômenos da natureza, provocados pelo próprio Homem, bem como ajudar às milhares de famílias atingidas.

No momento, vamos reconstruir Porto Alegre e tantas outras cidades menores do RS.

Mas não vamos ficar só nisso e daqui uns 6 meses cair no esquecimento e continuar no mesmo diapasão de dantes. Isso, jamais!

Vamos, isso sim, fincar nas nossas mentes a necessidade urgente de uma NOVA ORDEM AMBIENTAL, pressionando aos nossos governantes incessantemente, ajuizando, inclusive, a ruma de ongs ambientais de discurso curto. (Maceió/AL, 16/05/2.024)

quarta-feira, 8 de maio de 2024

A MÃE NATUREZA


 PENSE NISSO!
O Homem é o único animal capaz de causar a própria destruição da sua espécie, mercê da sua ganância imediatista e insensibilidade às leis preservativas da MÃE NATUREZA.

 

A CATÁSTROFE GAÚCHA

E A MÃO IMPEDIOSA DA MÃE NATUREZA

Luiz Ferreira da Silva,87 


Todos estarrecidos com as chuvas no Rio Grande do Sul destruindo tudo pela frente, causando danos físicos e na alma dos seus habitantes.

Temporais constantes, afetando os vales dos rios Taquari, Caí, Pardo, Jacuí, Sinos, Gravataí. Além do Guaíba, em Porto Alegre, deixando mais de 80 mortos, uma centena de desaparecidos e danos em casas, estradas, pontes.

Havia uma Natureza provendo ao Homem, exigindo apenas sua interação com o ambiente fito-ecológico, ademais do mote: usar sem depredar. De outra forma, ela não se responsabilizaria com as consequências, alertando: quem transgredir as minhas leis será cobrado mais tarde.

No meio rural, a derrubada da vegetação das ribeiras dos rios, evita a erosão de suas margens e até contribui com a riqueza ictiológica. Nas Cidades, as obras que tamponam e compactam o solo, as edificações em áreas declivosas, as barreiras verticais, os esgotos contaminantes, as árvores plantadas inadequadamente no meio urbano, são agressões.

A chuva é um presente de Deus. Fator fundamental da vida. Mas o Homem, no seu imediatismo e individualismo, também influi negativamente nos seus ciclos, anteriormente bem definidos, provocando distúrbios de toda sorte.

Exemplifico aos prezados leitores para melhor elucidação:

*. No ambiente natural, a chuva é uma dádiva; sempre benvinda. Ela, ao cair, é amortecida pelas árvores, evitando que a sua energia destrua o solo, causando erosão. Imediatamente, as águas vão se amoldando ao terreno, procurando o seu caminho para chegar ao leito do rio, sem antes ir recarregando os depósitos subterrâneos. Nesse seu trajeto, vai molhando as raízes das plantas, solubilizando os nutrientes (alimentos dos vegetais e microrganismos) e matando a sede dos animais. Depois, transforma-se em “fumaça” e volta a formar nuvens, fechando o ciclo biológico.

*. Diferentemente, uma chuva que cai numa Cidade, cujo Natureza foi alterada, é sempre motivo de preocupação. A ação do homem sem a devida atenção às características do solo e aspectos físico-hídricos repercute no bem-estar da população, desde um simples alagamento à queda de barreiras com danos irreparáveis, como está acontecendo presentemente com os irmãos do Sul.

Dessa forma, além de se ajuizar o Homem, de modo geral, quanto à educação ambiental, é também importante que os Engenheiros aprendam a construir obras que atendam aos ensinamentos da Mestra Natureza.

Portanto, pela má intervenção do homem, cada vez mais se agrava o problema da água, não só neste aspecto catastrófico, mas para próprio consumo humano, como também para uso industrial e, principalmente, para utilização na agricultura (irrigação), antevendo-se carência ou grande dispêndio no tratamento desse importante recurso no próximo milênio. (Maceió/AL, 07-05-2.024).