|
|
|
|
Criei este blog para divulgar minhas ideias na busca de outras, mantendo um vínculo em mão dupla com o prezado leitor, haja vista que, para não se envelhecer, é preciso continuar aprendendo.
|
|
|
|
O
MARTELO DA VIDA
Luiz
Ferreira da Silva, 86
Engenheiro
Agrônomo e Escritor.
O RG aponta 60 anos. No Brasil, carimbado - idoso. Realmente, uma idade
de muitos pontos de inflexão. É o momento de um NOVO PROJETO DE VIDA.
*. Investir na família prevendo precisar dela mais na frente;
*. Cuidar da coluna, o "calo" futuro, pois acordar com mazelas
ou se limitar nas caminhadas são perdas da qualidade de vida;
*. Poupar, pois, o plano de saúde é mais caro e a necessidade de
remédios é maior;
*. Ter cuidado com os que lhe acercam, muitos dos quais para lhe roubar,
levar vantagem ou perturbar sua Paz.
*. Tirar de seus ombros tudo que começa a pesar, senão se cansa na
caminhada.
A partir daí, há necessidade de se manter as pernas em pé, firmes no
chão e com boa mobilidade. Também a cabeça fresca, orientando os descartes que
pesam em toda a carcaça.
Como ilustração, imaginemos várias tábuas, um bom martelo e pregos de
vários tamanhos, inclusive tachinhas. Ao lado uma lata de lixo.
Á medida que a cabeça se anuvia, absorvendo bobagens que poderiam ser
delatadas, as tábuas se movimentam e os pregos as acomodam em forma de caixão.
Surge um probleminha, a pessoa o maximiza, e é mais um prego a ser
batido. O tamanho dele vai de duas polegadas a uma tachinha, a depender do grau
de cooptação do problema.
Dessa forma, ao invés de usar o martelo, o providencial é encher a lata
de lixo, evitando a configuração rápida do famigerado móvel, que pode nos levar
prematuramente aos 7 palmos.
Exemplifiquemos. - A fila da Loteria está grande. Ou deixar para depois
ou, se resolver a enfrentar, prepare a mente numa boa e não use o martelo. - A
empregada não veio e você se estressa. Esquece-a e faça um sanduba com suco de
maracujá ou vá se deleitar num fast food no shopping, relembrando tempos
jovens.
O mote é: a cabeça emanando bons fluidos e o corpo absorvendo suas
ordens, num conluio positivo – mens sano, in corpore sano.
Enfim, deixe o martelo
quietinho!
(Maceió, AL, 21 de abril de
2023)
O CACAUEIRO, EM
MUDANÇA DE MALA E CUIA?.
Luiz Ferreira da Silva, 86
Pesquisador aposentado da CEPLAC.
Membro representante da AGRAL – Academia
Grapiúna de Letras.
A Natureza proporcionou ao Homem dos trópicos úmidos, uma árvore frutífera, o cacaueiro, que pudesse ser utilizada sem causar danos ao seu ambiente florestal.
Ao facultar um produto nobre – o chocolate – adicionou características fisiológicas inerentes ao complexo do seu habitat, quente, chuvoso e rico em espécies consortes e fauna agregada.
Teria
que ser uma planta que reciclasse com eficiência, mantendo a capa orgânica do
solo, fator importante para alimentar as raízes finas, que tem a função de
arejar o solo, agregar as partículas e evitar as perdas de nutrientes. Enfim,
manter a vida do solo.
E
para tanto, sob a mata, recebendo pouca luz, forma um “túnel folear”, com as
copas se encontrando, evitando que a luz solar danifique o solo. A luz é para
as folhas fazerem a sua “química carboidrática” de transformação – fotossíntese,
para os puritanos.
A
Natureza ainda deu uma colher de chá. Aumentou a sua “plasticidade fisiológica”
– conviver em ambiente mais arejado, a exemplo de uma mata raleada – no limite
que ainda mantem o cacaueiro na sua missão fitogeográfica de equilibrar o
uso com a conservação.
Neste
contexto interativo, o cacaueiro usufrui da fauna, notadamente dos insetos
polinizadores, alimentados por frutas em decomposição, oriundos do andar de
cima, as árvores tropicais.
A
Natureza é sábia. Por um lado, criou o cacaueiro com o fenômeno da incompatibilidade sexuada, que se
manifesta quando o pólen de uma flor em uma planta não consegue fecundar os
óvulos das flores da mesma planta (autoincompatibilidade) ou de outras plantas
(Inter incompatibilidade). E até o cacaueiro “macho” ocorre, com raridade nas
plantações, com floração e não produtores de frutos.
Pelo outro, resolveu a questão no próprio
meio. Criou as mosquinhas chamadas “forcipomyas”, e não havendo polinização
adequada, a lavoura não produz satisfatoriamente.
Por essa razão, alertou ao Homem sobre
a importância delas, incumbindo-lhe de cuidar de seus criadouros, os seus
locais naturais, a exemplo das bromélias.
Chegou o cacaueiro no Sul da Bahia. Uma
floresta tal e qual a da sua origem, a Mata Atlântica. Encontrou, aí, condições
favoráveis de clima, solo, topografia e rede hídrica, razões da sua expansão,
chegando a ocupar 600 mil hectares, com a equivalência de uma fonte de divisas
de quase 1 bilhão de dólares em determinado ano.
Os pioneiros souberam mesclar a
lavoura com a floresta, sem macular o meio ambiente, satisfazendo com a
produção auferida, com elevada liquidez, mantendo preservado o ecossistema e proporcionando
um epicentro gerador de riquezas com o produto cacau, cujos reflexos se
irradiaram pelas áreas circunvizinhas, criando uma estrutura de bens e de
serviços que permitiu, com outras atividades agrícolas e congêneres, distribuir
benefícios para todas as comunidades, o que infelizmente não foram aproveitados
na magnitude dos bônus.
60 anos atrás, um cacauicultor com
pouco esforço, com seus 100 ha de cacau, sem usar maquinaria e tudo no lombo do
burro, gastando pouco, em sua área cabrocada, mesmo com uma produtividade não tão
expressiva, colhia 4 mil arrobas, que o tornava uma Homem, classe média-alta.
Com maior presença e bom solo, muitos chegavam a 6 mil arrobas, tornando-se
ricos.
Nessas circunstâncias, uma lavoura
nota 10. Produtiva e conservacionista.
Lembro-me quando os jovens agrônomos
aportaram na CEPLAC, em 1963/65. Tinham os olhos voltados às filhas dos
cacauicultores, identificando-as pelo quantitativo de arrobas que os pais
produziam.
Acontece que, agora, a visão do
agronegócio é puramente economicista. Esgotar os recursos naturais, lucrar,
enriquecer e não pensar alhures.
Ninguém, de boa-fé, é contrário ao uso
de tecnologias, mas que sejam no limite das alterações, sobretudo do solo e da
água.
A cacauicultora sul-baiana passa por
maus momentos, mas ainda pode ser importante ao país e sobretudo à Natureza.
Não precisa ser uma cabruca conforme apregoada, mas uma plantação sob uma
floresta mais aberta, com sol suficiente para impulsionar a produção.
Muito bem. Esse é o panorama do
cultivo do cacau que, a meu ver, tem que ser o epicentro da replantação e da
expansão de novas áreas, revitalizando o Sul da Bahia.
De
repente, o cacaueiro vira retirante. Emigra para os cerrados, um ambiente sem
qualquer identificação. Lembrei-me dos “paus-de-arara” nordestinos que viviam
no chão duro e quente das caatingas e tiveram que se adaptar ao frio do clima
de São Paulo, fazendo jus à Euclides da Cunha, em Os sertões – o sertanejo,
antes de tudo é um forte.
Tomara
que o Theobrona cacau, majestoso tropicalista, tenha essa rusticidade
adaptativa herdada pela mãe-Natureza!
Sim,
agora muito sol em sua folhagem, com possível queda prematura de folhas,
exigindo constante renovação com o lançamento de brotos tenros, delícias para
os insetos, exigindo altas dosagens de inseticidas, afetando os polinizadores.
Um
maior esforço radicular ante ao adensamento do solo pelas máquinas pesadas,
repercutindo na performance das radicelas e na dinâmica dos microrganismos.
A
irrigação custosa que, se não for bem conduzida, em solos que já apresentam adensamento
natural, provoca um sub horizonte de baixa difusão de oxigênio, limitando a
produção, como acontece em cafezais de Barreiras, sob pivô central, pelo
excesso de água e menor fluidez vertical.
E
as nossas queridas mosquinhas? O cacaueiro vai ter saudades.
No
entanto, o Homem economicista nem está aí para essas informações e nem tem
preocupação com o meio ambiente. O importante são os cifrões que substituem a
mina de seus olhos.
Foi
assim que assisti um vídeo (Cacauicultura 4.0 – A nova era) em que fala
da revolução da cacauicultora do Brasil nos cerrados, usando tecnologias de
ponta. Todos enaltecendo a produtividade e sem nenhuma menção ao ilustre
chegante, reverenciado pela sua postura conservacionista.
Logicamente,
ali estavam pessoas sem visgo com o cacau, que nunca foram picados pelos
carapanãs dos cacauais de Ouro Preto (RO) ou dos piuns das velhas plantações do
Vale do Jequitinhonha (BA). Nem Diretora da CEPLAC, diferentemente do meu
tempo, quando os dirigentes eram forjados na própria casa e em suas veias
corriam o mel do cacau, não havendo necessidade de “QI” político.
Mas,
no momento, não há dados para ser contra e nem ser a favor; coluna do meio,
pois. No entanto, pelo que se conhece, muitos problemas advirão. É preciso de
mais tempo e este será o senhor da razão.
Permita-me
um alerta, sem qualquer ilação: a agricultura não pode se basear em
aritmética, decidida na ponta do lápis, mas em dados agronômicos consistentes.
Um exemplo para aclarar essa questão. Em 1980, eu era Diretor do Centro de
Pesquisas do Cacau, quando a Ceplac implantou o projeto camarão, justamente sem
convicção técnica, mas acreditando num produtor de cacau que viajara ao Equador
e se entusiasmara com a carcinicultura. Na ponta do lápis fez diversos cálculos
e concluiu que os mangues de Camamu poderiam render mais dólares que o cacau,
enriquecendo a região. A CEPLAC embarcou nessa canoa furada e se naufragou,
afundando-se na lama dos caranguejos, literalmente.
Finalizando, aconteça o que acontecer, a cacauicultora tropical-conservacionista implantada pelos pioneiros do Sul da Bahia, bem como pelos colonos da Amazônia, não pode ser relegada. Pelo contrário, urge um Programa Integrado de recuperação da primeira, pari passo à expansão pelas terras de origem da segunda.
(Maceió, AL, 11
de abril de 2023)
Recebi uma espécie de intimação de meus bisnetos; escrever um livro para a sua galera. Então, como não sou de fugir da raia e eles sempre mandam, estou concluindo o livro, cuja capa provisória insiro.
LUIZ
FERREIRA DA SILVA
(Conto de ficção no âmbito da imaginação e da criatividade infantil).
O
MENINO QUE VENDIA CAVACO E ENCANTOU O MUNDO COM SEU TRIÂNGULO MÁGICO.
2023
Juquinha é o personagem dessa
história, para conhecimento das crianças de hoje, que estão vivendo em outro
mundo bem diferente. O dele não tinha celular, nem televisão e, tampouco,
tablet. Pizzas, sanduiches maneiros e refrigerantes ... nem pensar!
A meninada tinha que ser criativa e
habilidosa, construindo os seus próprios brinquedos e criando modos de lazer,
sobretudo em grupos, a exemplo de pular corda, jogar pião e empinar arraias
(pipas).
Não se trata de um livro infantil do tempo das
carochinhas, mas uma conversa com as crianças, situando-as num mundo anterior,
com uma munição de informações, conhecimentos e aprendizagens.
Quer saber mais? Leia o livro e se
situe nos dois mundos diferentes. Não é só para crianças; para os adultos
também.
(luizferreira1937@gmail.com)
_____________________
Até junho, deverá estar saindo do forno da Scortecci Editora/São Paulo.
BRASIL, ZIL, ZIL....
O caranguejo anda para os lados e também para trás. É mais eficiente que o BRASIL que, de há muito virou o holofote do futuro. Antigamente, dizia-se: AMANHÃ, MELHOR DO QUE HOJE. No caso brasileiro, presentemente: HOJE, PIOR DO QUE ONTEM.O nosso país embicou em busca da mediocridade sob os aplausos da mídia economicista e dos políticos retrógrados.
O que era bom ficou para trás. O pior tomou conta e cresce apagando a luz que visualizava o futuro.
Tudo se esculhambou. Até o esdrúxulo BBB, que no tempo do Pedro Bial já nos causava perplexidade, agora com Tadeu Smith virou um mangue, na acepção chula da palavra.
Os shows das grandes cantores (as) que sabiam cantar e encantar, atraindo as famílias, passaram a um palco de bundas balançantes, histerismo e até difusão de drogas.
Os pobres ficaram mais pobres, com o agravante de se contentarem com as bolsas políticas, preferindo-as à luta por uma vida suada e digna. O pior, complementando com a mendicância infantil.
O transporte, as Escolas públicas e os Hospitais públicos pioraram ladeira abaixo.
Excetuando-se os parentes de políticos e os empresários que sonegam impostos, ninguém mais pode se ufanar da Nação.
Então, aquela luz que a gente enxergava como o futuro do nosso país, que emitia raios de esperança, transformou-se no isótopo césio-137.
VICHE!!!!
Em três (3) meses, um foguetório de fumaças, eivado de dúvidas e interrogações. Trocou-se o 6 por meia dúzia?
Os dados são de assustar; pelo menos a mim:
*. Haddad, Ministro da Economia, sem qualquer cacoete com números, gestão ou visão;
*. Dilma, presidente do banco dos Brics, com salário astronômico;
*. Bolsas exageradas para incentivar a pobreza e desestimular o estudo e o trabalho;
*.Ser reconhecido a qualquer custo como ESTADISTA, dando vasão ao seu ego de "porretaço", o cara;
*. MST invadindo propriedades rurais produtivas;
*. Conluio com a podridão política do congresso Nacional; e
*. Frases de efeitos para aplausos da sua galera e ilusão da pobreza, continuando a mesma cartilha petista.
É lógico que é pouco tempo, mas são sintomas que dão arrepios e não lançam raios de uma retomada do país ao crescimento e à decência pública.
O Presidente não pode jogar no lixo esse seu mandato, uma dádiva do povo, que esqueceu ou minimizou o seu passado tumultuado na justiça e apostou na sua redenção, na sua liderança, na sua capacidade gerencial.
Resta-nos torcer pelo bem do Brasil, pois a continuar o mesmo "rame-rame" já conhecido de dantes, ninguém aguentará mais.
(25/03/2.023)
No aspecto moral, a esculhambação vem de longe. Sodoma e Gomorra que nos diga. Deus não aguentou e as implodiu.
Século 21;
O Homem resolveu mexer geral. Privilegiou a energia fóssil e passou a perturbar embaixo e em cima. Ganhou muito dinheiro e se sentiu o dono do mundo.
Criou leis a seu favor, manteve o poder escravagista e deu uma banana para os princípios morais.
A agricultura , uma arte humilde de sobrevivência com o uso conservacionista da terra, deu lugar às plantations, cujo mote é garimpar ao máximo, deteriorando os recursos naturais.
As águas mal utilizadas; desperdiçadas e/ou poluídas. O mar agredido.
As florestas em exploração predatória, afetando a fauna.
Neste contexto esdrúxulo, a única voz vem da Natureza. Ela não perdoa a quem contraria as suas leis. A nossa perspectiva de um revorteio está nela.
No lado da moralidade, não se tem muita esperança. A corrupção é ampla e irrestrita. Vírus sem vacina.
O que fazer?